A transição energética é um assunto em pauta no governo federal, frente aos desafios que o País e o mundo têm, de mudar a produção de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e investir em fontes de energia renováveis mais limpas.
O que é transição energética?
A transição energética é uma mudança de paradigma que envolve não só a geração de energia, mas também o consumo e o reaproveitamento dela. É a migração de matrizes energéticas poluentes (combustíveis fósseis à base de carvão ou petróleo) para fontes de energia renováveis (hidrelétrica, eólica, solar e biomassa).
Quais são os benefícios da transição energética para as pessoas e empresas?
- Diminuição do uso de fontes fósseis.
- Redução das emissões de GEE para combater o aquecimento global.
- Preservação de ecossistemas e diminuição dos impactos ambientais.
- Redução de danos à saúde humana e ameaças à segurança alimentar.
- Uso de energias renováveis e tecnologias de captura e armazenamento de CO2.
- Incentivo ao uso de tecnologia e soluções inovadoras nos processos produtivos.
- Estímulo à adoção da Economia Circular em diferentes processos, produtos e negócios, para reduzir a geração de resíduos.
- Garantia de bem-estar e qualidade de vida para a sociedade.

Qual é o papel dos carros elétricos na transição energética?
Os carros elétricos são peças-chave na transição para uma matriz energética mais limpa.
O lítio é um elemento crucial na fabricação de baterias para carros elétricos. O Brasil possui um diferencial competitivo para se estabelecer como um grande fornecedor mundial de baterias, impulsionando sua economia e atraindo investimentos, gerando empregos, fortalecendo a cadeia produtiva e a competitividade no mercado global.
Quais são os benefícios dos carros elétricos?
Não emitem gases poluentes: a eletricidade utilizada para carregar os carros vem de fontes renováveis, como a solar e a eólica, contribuindo para a redução das emissões de carbono.
Exigem menos manutenção: os carros elétricos, como não trabalham em altas temperaturas e nem com a quantidade de componentes em atrito que um motor a combustão precisa, não exigem muita manutenção e as substituições de peças são menos frequentes. Além disso, não necessitam de trocas constantes de óleo lubrificante do motor.
Possuem melhor aproveitamento energético: têm um aproveitamento de cerca de 90% da energia de suas baterias. Os motores a combustão aproveitam, em média, apenas 40% da energia que geram.
Não geram calor ou barulho excessivo: seus motores não produzem ruídos, aliviando a poluição sonora em meio ao trânsito das grandes cidades e não produzem a poluição atmosférica nem o calor da combustão.

Como as empresas podem contribuir para a transição energética?
Aplicando o conceito dos 5Ds da transição energética (descarbonização, a descentralização, o desenho de mercado, a democratização e a digitalização).
Descarbonização: é o processo de redução das emissões de gases de efeito estufa, principalmente o CO2. Pode ser feito por pessoas, governos e empresas.
Descentralização: é a estratégia de distribuir a geração de energia em diversas fontes e locais, em vez de concentrá-la em grandes usinas. Isso permite que a energia seja gerada mais perto dos pontos de consumo, o que reduz perdas na transmissão.
Digitalização: é a utilização de tecnologias digitais para gerenciar e otimizar a geração, transmissão e distribuição de energia. Sensores, redes inteligentes e análise de dados ajudam a otimizar e automatizar a gestão dos sistemas.
Desenho de mercado: é a forma como o setor de energia elétrica se organiza para adquirir e vender energia. O redesenho pode ser feito por governos, com participação da sociedade civil, por meio de leilões de energia renovável e pela implementação de políticas públicas que favoreçam a transição energética.
Democratização: é o acesso à energia limpa e renovável a todas as pessoas, independentemente de sua condição socioeconômica ou localização geográfica.
