Todo mês, a conta de luz das áreas comuns entra no boleto do condomínio, e muitas vezes vem mais alta. Para o síndico, isso significa explicar reajuste em assembleia. Para o morador, significa uma taxa condominial que pesa mais no orçamento.
Grande parte desse gasto passa despercebida. Elevadores, bombas e iluminação funcionam o dia inteiro, e sem medição detalhada fica difícil saber onde a energia está sendo desperdiçada.
Neste artigo, você vai entender como funciona o consumo de energia em condomínios e áreas comuns e quais medidas reduzem a fatura. O conteúdo vale para a maioria dos condomínios residenciais, atendidos em baixa tensão (Grupo B). Também mostramos um caminho específico para empreendimentos maiores, ligados em média tensão (Grupo A).
Principais pontos do artigo
- A energia das áreas comuns é rateada entre os condôminos, então qualquer desperdício pesa no boleto de todos.
- Iluminação, bombas d’água e elevadores costumam estar entre os maiores consumidores. Um diagnóstico simples mostra por onde começar.
- A troca por LED e a automação da iluminação cortam desperdício com investimento baixo.
- Condomínios em baixa tensão podem aderir à energia solar por assinatura da LUZ, sem obra e sem placas no telhado.
- Condomínios em média tensão podem migrar para o Mercado Livre de Energia, com a LUZ como comercializadora.
O que é o consumo de energia em condomínios e como ele é dividido
O consumo de energia em condomínios é a eletricidade usada pela iluminação e pelos equipamentos das áreas comuns, medida em quilowatt-hora (kWh) por mês. Ele é separado do consumo de cada apartamento, que tem medidor próprio e fatura individual.
As áreas comuns, como garagem, halls e casa de bombas, ficam ligadas a um ou mais medidores do condomínio. O total do mês depende da potência de cada equipamento e de quanto tempo ele fica ligado.
A fatura é paga pelo condomínio e rateada entre os moradores. Pelo Código Civil (art. 1.336), cada unidade contribui na proporção da sua fração ideal, a menos que a convenção defina outro critério.
Sem acompanhamento detalhado, o síndico só enxerga o total do mês e não consegue identificar os picos de uso. Os medidores inteligentes mostram em que horários o consumo sobe e ajudam a encontrar desperdícios já no diagnóstico.
Como ler a conta de luz das áreas comuns
O ponto de partida é o consumo em kWh do mês, comparado ao histórico dos meses anteriores. Sobre esse consumo incidem a tarifa de energia e a TUSD, que remunera o uso da rede da distribuidora.
Vale olhar também a bandeira tarifária aplicada no período. Em meses de bandeira amarela ou vermelha, cada kWh fica mais caro, e o efeito aparece direto no boleto. Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias.
Por fim, confira o grupo tarifário. A maioria dos condomínios residenciais está no Grupo B. Empreendimentos maiores, com subestação própria, podem estar no Grupo A, e isso muda as alternativas para baratear a energia.
Por que a conta das áreas comuns pesa cada vez mais no orçamento
Os reajustes tarifários seguem pressionando os condomínios. Em 2026, a ANEEL elevou para 9,4% a projeção de reajuste médio das contas de luz no país. Algumas distribuidoras tiveram aumentos bem maiores, como a RGE, do grupo CPFL, com reajuste médio de 16,06%.
Como a conta das áreas comuns entra no rateio, cada reajuste chega ao boleto de todos os moradores. Reduzir esse gasto libera orçamento para manutenção e evita desgaste em assembleias sobre aumento da taxa.
Medidas de eficiência e energia renovável já estão ao alcance de condomínios de vários portes, e muitas delas não exigem obra.
Quais equipamentos mais consomem energia nas áreas comuns
Antes de investir em qualquer solução, o condomínio precisa saber onde está o maior gasto. O perfil muda de prédio para prédio, mas alguns itens aparecem com frequência no topo da lista.
A iluminação costuma ter peso alto, porque muitos pontos ficam acesos 24 horas, como garagens e halls. Onde ainda há lâmpadas fluorescentes ou refletores antigos, o desperdício é maior.
As bombas d’água também pesam bastante, principalmente as de recalque e pressurização que operam sem inversor de frequência. Elevadores antigos ou com manutenção atrasada completam o grupo dos principais vilões.
O diagnóstico começa pelo levantamento dos equipamentos e do ano de instalação de cada um. Depois, compare as contas dos últimos 12 meses para encontrar meses fora do padrão.
| Ponto de consumo | Por que pesa | O que fazer |
|---|---|---|
| Iluminação de garagem e halls | Fica acesa o dia todo | Trocar por LED e instalar sensores |
| Bombas d’água | Funcionam por longos períodos | Revisar e avaliar inversor de frequência |
| Elevadores | O desgaste aumenta o consumo | Manutenção preventiva e modernização |
| Ar-condicionado de salão e academia | Equipamento de alta potência | Programar temperatura e desligar sem uso |
| Iluminação de fachada | Liga em horário fixo | Timer e fotocélula |
5 estratégias para reduzir o consumo de energia nas áreas comuns
As medidas abaixo vão da mais simples à mais estrutural. As quatro primeiras atacam o desperdício. A quinta reduz o custo da energia que o condomínio continua consumindo.
1. Troque lâmpadas antigas por LED
Lâmpadas LED gastam bem menos energia que as incandescentes e as fluorescentes. Também duram mais, o que diminui a frequência de trocas.
Comece pelos pontos que ficam acesos 24 horas, como garagens e halls de elevador. Na compra, prefira modelos com selo Procel. Veja mais sobre iluminação eficiente.
2. Instale sensores de presença e automatize a iluminação
Com sensores de presença, as luzes só acendem quando alguém passa. Em escadas e corredores, onde a circulação é intermitente, isso reduz bastante o tempo de lâmpada acesa.
Nos refletores de fachada, timers e fotocélulas evitam que a iluminação fique ligada além do necessário. O horário de desligamento pode ser definido em assembleia.
3. Use o ar-condicionado das áreas comuns com critério
Em salões de festas e academias climatizados, o ar-condicionado está entre os equipamentos de maior potência. Manter portas e janelas fechadas durante o uso evita que o aparelho trabalhe mais do que precisa.
Programar a temperatura entre 23 ºC e 24 ºC e desligar o aparelho com o ambiente vazio também ajuda. A limpeza periódica dos filtros mantém o rendimento. Veja mais dicas sobre ar-condicionado e economia.
4. Mantenha elevadores e bombas com manutenção preventiva
Equipamento desgastado gasta mais energia para fazer o mesmo trabalho. O cronograma de manutenção deve incluir a revisão de motores e freios dos elevadores e a checagem das bombas de recalque e pressurização.
Inclua também na vistoria os motores de piscina e os portões automáticos. Instalações elétricas antigas e disjuntores mal dimensionados geram perdas e aumentam o risco de queda de energia.
5. Avalie a energia solar por assinatura
Com a energia solar por assinatura, o condomínio usa energia solar sem instalar placas no telhado. Usinas remotas injetam energia na rede, e o condomínio recebe créditos que abatem a conta das áreas comuns. Esse modelo de Geração Distribuída Compartilhada é regulado pela Lei 14.300/2022.
A assinatura é diferente da geração própria, em que o prédio instala placas no telhado. A geração própria exige obra e investimento em equipamentos, além de área livre, o que nem sempre existe em prédios. Compare os dois modelos em placa solar ou energia solar por assinatura.
Na assinatura não há investimento inicial, e a contratação é digital. O desconto efetivo varia conforme o perfil de consumo e a distribuidora, por isso o ideal é fazer uma simulação com as contas recentes.
Vale um esclarecimento: a assinatura reduz a quantidade de kWh sobre a qual as bandeiras tarifárias incidem, mas não isenta o condomínio da cobrança. Ela também não é Mercado Livre de Energia, porque o condomínio continua atendido pela distribuidora.
Como a LUZ ajuda síndicos e administradoras a reduzir o custo de energia elétrica
Trocar lâmpadas e instalar sensores reduz o consumo. Para baixar também o preço da energia, nós da LUZ oferecemos dois caminhos, definidos pelo grupo tarifário do condomínio.
Condomínios em baixa tensão (Grupo B): assinatura de energia solar
Para a maioria dos condomínios residenciais, o caminho é a assinatura de energia solar. Os créditos são aplicados direto na fatura da distribuidora, sem obra e sem instalação física no prédio.
A assinatura inclui um medidor inteligente, que permite acompanhar o consumo com mais detalhe ao longo do mês. Conheça o app da LUZ com leitura de consumo.
Para a administração, isso significa mais informação para prestar contas em assembleia e mais previsibilidade na despesa com energia.
Condomínios em média tensão (Grupo A): Mercado Livre de Energia
Empreendimentos maiores, como condomínios-clube ou comerciais com subestação própria, costumam estar no Grupo A. Desde 2024, todos os consumidores desse grupo podem migrar para o Mercado Livre de Energia, representados por uma comercializadora. A LUZ atua como comercializadora nesse mercado.
Há dois tipos de contrato. No Preço Fixo, o valor contratado não varia com o PLD, porque a comercializadora assume o risco de mercado.
No Desconto Garantido, o condomínio recebe um desconto sobre a tarifa da distribuidora. Essa tarifa sofre influência indireta das condições do sistema elétrico. Entenda as diferenças em preço fixo ou desconto garantido.
Para dar o primeiro passo, reúna as contas de luz das áreas comuns dos últimos 12 meses e solicite uma simulação à LUZ. Com esse histórico, indicamos o modelo mais adequado ao condomínio.

Menos desperdício e uma conta de energia mais previsível
Reduzir o consumo de energia em condomínios e áreas comuns começa pelo diagnóstico: entender como a fatura é formada e quais equipamentos mais pesam. Depois disso, LED e automação cortam desperdício com investimento baixo, e a manutenção preventiva evita perdas por desgaste.
O passo seguinte é baratear a energia, com a assinatura solar para condomínios em baixa tensão ou o Mercado Livre para os de média tensão. O resultado aparece no boleto de cada morador, com uma taxa condominial mais estável.
Perguntas frequentes sobre consumo de energia em condomínios e áreas comuns
Estas são dúvidas que costumam aparecer em assembleias e entre síndicos que buscam reduzir o gasto com energia.
É permitido usar a energia das áreas comuns para obras no apartamento?
Em regra, não. Ligar ferramentas de obra nas tomadas da garagem ou de outra área comum é usar, em benefício próprio, um recurso pago por todos. O regimento interno pode proibir a prática e prever multa.
Para evitar conflitos, comunique as regras por e-mail e em avisos sempre que houver reformas no prédio.
Qual é o investimento mínimo para começar a economizar energia?
Os primeiros passos têm custo baixo. Dá para começar trocando por LED os pontos que ficam acesos o dia todo e instalando sensores de presença em escadas e corredores.
Projetos maiores, como modernizar elevadores, costumam exigir orçamento e aprovação em assembleia. A assinatura solar não exige investimento em equipamentos, mas, como é um contrato do condomínio, confira na convenção se a decisão cabe ao síndico ou à assembleia.
Como envolver moradores e funcionários na economia de energia?
Campanhas internas ajudam, com avisos nos elevadores e dicas nos grupos de mensagens do condomínio. Para porteiros e zeladores, um treinamento curto sobre apagar luzes desnecessárias e relatar equipamentos com defeito já dá resultado.
Compartilhar o consumo a cada trimestre mostra o efeito das medidas e mantém o tema na pauta das assembleias.
Condomínios pequenos também podem usar energia solar por assinatura?
Sim. Como a energia vem de usinas remotas, o modelo não depende de telhado nem de área livre no prédio. A LUZ analisa o perfil de consumo das áreas comuns e indica o plano adequado. Saiba mais sobre energia solar em apartamento.
Meu condomínio pode entrar no Mercado Livre de Energia?
Depende do grupo tarifário. Condomínios em média tensão (Grupo A) já podem migrar com a representação de uma comercializadora como a LUZ.
Para a baixa tensão, o decreto que prevê a abertura do mercado foi assinado em agosto de 2026, mas as regras de migração ainda estão em regulamentação, com cronograma gradual. Ou seja, condomínios do Grupo B ainda não podem migrar. Enquanto isso, a assinatura solar é a alternativa disponível para esses condomínios reduzirem a conta.