Como reduzir o consumo de energia em hotéis e pousadas

Consumo de energia em hotéis e pousadas

A conta de luz é uma das despesas que o gestor de hotel ou pousada menos consegue explicar. Ela sobe na alta temporada e não cai tanto quanto deveria na baixa, sem um diagnóstico claro de onde a energia está sendo gasta.

Mesmo com a diária média em alta, a margem do negócio depende de manter os custos fixos sob controle. O consumo de energia em hotéis e pousadas é um dos poucos custos em que dá para agir rápido, muitas vezes sem obra.

Neste artigo, você vai entender onde a energia é gasta e qual caminho de economia faz sentido para o seu porte. Para pousadas e hotéis pequenos em baixa tensão, a opção é a assinatura de energia solar. Para hotéis em média e alta tensão, é o Mercado Livre de Energia.

Informações importantes sobre o artigo

A energia elétrica representa cerca de 6% das despesas de um hotel, segundo dados da ABIH. Parece uma fatia modesta, mas em empreendimentos de médio e grande porte o valor pode ultrapassar dezenas de milhares de reais por mês.

Climatização e aquecimento de água concentram a maior parte do consumo, seguidos pela iluminação. É nessas áreas que está o maior potencial de economia, com medidas de retorno relativamente rápido.

O modelo de contratação depende da tensão de fornecimento. Pousadas e hotéis em baixa tensão (Grupo B) podem contratar energia solar por assinatura, sem obra. Hotéis em média e alta tensão (Grupo A) podem migrar para o Mercado Livre de Energia desde janeiro de 2024.

O que mais pesa no consumo de energia em hotéis e pousadas

Na estrutura de custos da hotelaria, a energia disputa espaço com a folha de pagamento e os insumos de alimentação. Em empreendimentos com infraestrutura antiga ou uso intenso de ar-condicionado, essa fatia tende a ficar acima da média do setor.

Climatização e aquecimento de água

A climatização costuma ser a maior consumidora de energia de um hotel e pode representar mais de 50% do consumo elétrico total, principalmente em regiões de clima quente.

O aquecimento de água vem logo depois, puxado por chuveiros, pias e cozinha industrial. Em hotéis com lavanderia própria, o peso cresce, porque as máquinas também geram picos de demanda em horários concentrados.

Iluminação e áreas de lazer

A iluminação de áreas comuns e externas responde por algo entre 15% e 25% do consumo. Corredores e estacionamentos costumam ficar acesos por muitas horas seguidas.

Elevadores, piscinas, spas e academias completam a conta. São equipamentos de conforto que funcionam de forma contínua, com ou sem hóspede usando.

Sazonalidade e custo por hóspede

A sazonalidade do turismo faz a demanda de energia oscilar bastante. No verão, o litoral lota; no inverno, é a vez da serra; e grandes eventos movimentam cidades como São Paulo, Salvador e Gramado.

Na alta temporada, ar-condicionado, chuveiros e lavanderia operam no limite. Na baixa, o consumo absoluto cai, mas segurança, iluminação mínima e conservação de alimentos continuam ligadas. Com isso, o custo por hóspede sobe justamente quando a receita diminui.

Pousadas sentem o mesmo efeito em escala menor. Cada quarto ocupado liga chuveiro, frigobar e ar-condicionado ao mesmo tempo.

Como medir o consumo de energia do seu hotel

Não existe um consumo ideal único, porque clima, idade do prédio e serviços oferecidos mudam muito o resultado. O indicador mais útil é o próprio histórico: divida o consumo mensal em kWh pelo número de quartos ocupados no mês.

Esse número, o kWh por unidade habitacional ocupada, mostra se o hotel está ficando mais eficiente e permite comparar meses com ocupações diferentes. Quando ele sobe sem motivo aparente, há desperdício para investigar.

Como ler a conta de luz de um hotel ou pousada

A fatura de um hotel tem mais componentes do que a de uma residência. O primeiro passo é separar o consumo, medido em kWh, da demanda contratada, medida em kW. Depois, vale entender quais itens variam com o uso e quais são fixos.

ComponenteO que éImpacto
Consumo (kWh)Energia efetivamente utilizadaVaria conforme ocupação e uso
Demanda contratada (kW)Potência reservada junto à distribuidora, cobrada de consumidores do Grupo ACusto fixo, mesmo na baixa temporada
Bandeiras tarifáriasAcréscimo por kWh quando gerar energia fica mais caro, como em períodos de secaEncarece a fatura em meses de bandeira amarela ou vermelha
TributosICMS (estadual) e PIS/COFINS (federais)O ICMS varia por estado; PIS/COFINS têm alíquota efetiva que muda mês a mês
TUSD/TUST e encargos setoriaisTarifas pelo uso da rede e encargos do setorCustos que permanecem mesmo com outra fonte de energia

Em hotéis de médio porte, a alta temporada somada à bandeira vermelha pode pesar bastante no caixa, justamente nos meses de maior movimento.

Uma boa prática é fazer uma “radiografia” da conta de luz dos últimos 12 meses, identificando picos e tendências de alta. Com esse histórico em mãos, fica mais fácil simular o efeito das medidas de eficiência e de uma mudança no modelo de contratação.

Eficiência energética: onde economizar dentro do hotel

Antes de mudar o modelo de contratação, vale eliminar os desperdícios internos. As medidas de eficiência energética costumam ter o retorno mais rápido entre todas as estratégias e servem para qualquer porte.

Automação e controle

Sensores de presença acendem a iluminação só quando há alguém em corredores, garagens e banheiros de áreas comuns. Nos quartos, o cartão-chave desliga luz e ar-condicionado quando o hóspede sai.

Termostatos inteligentes evitam que os ambientes sejam resfriados ou aquecidos além do necessário. Já os medidores inteligentes por setor mostram onde está o maior gasto e ajudam a priorizar investimentos.

Em hotéis maiores, um sistema de água gelada centralizado pode reduzir o consumo de energia em climatização em 42%.

Troca e manutenção de equipamentos

A iluminação LED consome até 80% menos energia do que lâmpadas incandescentes e também supera as fluorescentes. É uma das trocas que se pagam mais rápido, em geral entre 1 e 2 anos.

A manutenção preventiva aumenta a eficiência dos sistemas de climatização em até 15%. Com filtros limpos e carga de gás correta, o equipamento trabalha menos para entregar a mesma temperatura.

Na substituição de aparelhos de ar-condicionado, os modelos inverter gastam menos que os convencionais, porque ajustam a velocidade do compressor em vez de ligar e desligar o tempo todo. A troca pode ser gradual, começando pelos quartos de maior ocupação.

Frigobares antigos também merecem atenção. Modelos novos com selo Procel costumam consumir bem menos do que aparelhos com muitos anos de uso.

O aquecimento solar de água reduz o uso de chuveiros elétricos e boilers, com resultado ainda melhor em regiões de alta incidência solar. Ele é diferente da geração de eletricidade por placas fotovoltaicas, tema da próxima seção.

Certificações de eficiência

Existem 11 hotéis com o Selo de Construções Sustentáveis no Brasil, e a certificação LEED está em processo de adesão em 25 hotéis brasileiros. A ISO 50001, por sua vez, é a referência internacional para medir e monitorar o uso de energia.

Certificações como PBE Edifica e Procel Edificações também valorizam o imóvel e orientam projetos de retrofit em hotéis mais antigos.

Energia renovável: placa solar própria ou assinatura?

A energia solar reduz a conta e fortalece a imagem do hotel junto a hóspedes atentos à sustentabilidade. Há duas formas de acessar essa energia, e elas funcionam de maneiras bem diferentes.

Instalação própria de placas solares

Na geração própria, o hotel instala painéis fotovoltaicos no telhado ou em estacionamentos, os chamados carports solares. A energia gerada abate o consumo da rede, e há casos documentados de hotéis no Nordeste e no Sul do país com até 95% de economia na conta de luz.

Hotéis podem economizar até 35% com energia renovável mesmo sem cobrir 100% do consumo. O modelo, porém, depende de espaço disponível e de investimento inicial para a obra.

Energia solar por assinatura

Para pousadas e hotéis pequenos em baixa tensão, a alternativa é a Geração Distribuída Compartilhada. A energia é gerada em usinas remotas e os créditos são aplicados direto na fatura da distribuidora, sem instalação de placas e sem obra no local.

Na LUZ, a contratação é 100% digital e inclui um medidor inteligente, que permite acompanhar o consumo total da unidade. A assinatura reduz a quantidade de kWh sobre a qual a bandeira tarifária incide, mas não isenta a fatura dessa cobrança. A economia aparece também nos meses de bandeira vermelha, só que o acréscimo não desaparece.

A assinatura solar não é Mercado Livre de Energia. Ela foi pensada para quem está no Grupo B e quer economizar sem mudar de modelo de contratação.

Nos dois formatos, a energia renovável também vira argumento comercial. Hóspedes e operadoras de turismo já levam práticas ambientais em conta na hora de escolher onde se hospedar.

Mercado Livre de Energia para hotéis em média e alta tensão

No Mercado Livre de Energia, o hotel deixa de comprar energia apenas da distribuidora local e passa a negociar preço e prazo com uma comercializadora. Também é possível escolher energia de fontes 100% renováveis, o que ajuda a cumprir metas ESG.

Quem pode migrar

Desde janeiro de 2024, todos os consumidores do Grupo A, em média e alta tensão, podem migrar. Isso inclui boa parte dos hotéis e resorts de médio e grande porte. Quem tem demanda abaixo de 500 kW precisa ser representado por uma comercializadora varejista.

Pousadas e hotéis em baixa tensão ainda não podem migrar. A Lei nº 15.269/2025 prevê a abertura do Mercado Livre para comércios em baixa tensão a partir do fim de 2027, mas a migração ainda depende de regulamentação. Até lá, o caminho de economia para esse público é a eficiência interna somada à assinatura solar.

Quanto dá para economizar?

A economia depende do perfil de consumo, do contrato e do momento do mercado, por isso as estimativas variam bastante. Há levantamentos que apontam redução de 38% na conta de luz em cenários conservadores e outros em que a economia chega a 57% em relação às distribuidoras.

Levantamentos do setor mostram que o preço da energia no Mercado Livre costuma ficar abaixo da tarifa de energia das distribuidoras.

No Mercado Livre, porém, o uso da rede (TUSD) continua sendo pago à distribuidora. Por isso, a economia na fatura total é menor do que a diferença entre esses dois preços.

A migração também pode ter custos de entrada, como a adequação do sistema de medição exigida pela distribuidora. Hotéis representados por uma comercializadora varejista não precisam se tornar agentes da CCEE, o que simplifica o processo. Por isso, vale incluir esses custos na simulação antes de decidir.

Preço Fixo ou Desconto Garantido?

Nós da LUZ atuamos como comercializadora no Mercado Livre para consumidores do Grupo A, com dois tipos de contrato.

No Preço Fixo, o valor contratado não varia com o PLD, o preço horário da energia no mercado. A comercializadora assume o risco, e o hotel ganha previsibilidade para planejar o orçamento do ano todo, inclusive a alta temporada.

No Desconto Garantido, o hotel recebe um desconto sobre a tarifa da distribuidora. Essa tarifa sofre influência indireta das condições do sistema elétrico, então a exposição ao mercado existe, mas é diluída ao longo do tempo.

Boas práticas de gestão e comunicação com hóspedes

Tecnologia sozinha não resolve. A economia de energia também depende da rotina da equipe e da forma como o hotel conversa com o hóspede.

Treinar funcionários sobre o uso consciente de energia melhora a eficiência de forma imediata e sem investimento. Uma meta simples ajuda: acompanhar o kWh por quarto ocupado e compartilhar o resultado com as equipes de limpeza e manutenção.

Com o hóspede, o tom deve ser gentil. Avisos discretos sobre troca de toalhas e uso do ar-condicionado costumam funcionar melhor do que regras rígidas.

O Programa 2030 Today apoia a sustentabilidade nas operações hoteleiras e pode servir de referência para definir metas e comunicar resultados. Os dados de economia e de redução de emissões também podem entrar em relatórios ESG e em apresentações para investidores.

Por onde começar a reduzir o consumo de energia em hotéis e pousadas

Reduzir o consumo de energia em hotéis e pousadas começa por entender a própria conta: onde a energia é gasta e em que época do ano ela pesa mais. A partir daí, as medidas de eficiência trazem o retorno mais rápido.

O passo seguinte é escolher o modelo de contratação certo para o seu porte. No Grupo B, a assinatura solar reduz a conta sem obra. No Grupo A, o Mercado Livre abre espaço para negociar preço e ganhar previsibilidade.

Como reduzir a conta de luz do seu hotel ou pousada com a LUZ

Tanto grandes hotéis quanto pousadas independentes podem economizar combinando eficiência energética, energia renovável e, quando aplicável, mercado livre de energia. O processo com a LUZ segue um caminho simples:

  • Análise das contas de luz dos últimos 12–24 meses via plataforma digital da LUZ;
  • Simulação de economia com energia solar por assinatura e, para quem é elegível, com migração ao mercado livre;
  • Definição da melhor estratégia (energia renovável, mercado livre, ou combinação) considerando sazonalidade e perfil de ocupação;
  • Assinatura de contrato 100% digital e acompanhamento via app.

O diferencial da LUZ está em centralizar previsibilidade de faturas, transparência tarifária, acompanhamento do consumo pelo app e relatórios de sustentabilidade – como a redução de CO₂ acumulada.

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Perguntas frequentes sobre consumo de energia em hotéis e pousadas

Reunimos aqui as dúvidas mais comuns de gestores que começam a rever a conta de luz e as opções de contratação.

1. Pousadas pequenas conseguem economizar sem grandes obras?

Sim. Trocar as lâmpadas por LED e instalar sensores de presença nas áreas comuns já reduz o consumo. Ajustar a temperatura do ar-condicionado dos quartos também ajuda.

Na contratação, pousadas em baixa tensão podem aderir à assinatura solar da LUZ, conforme disponibilidade na área da distribuidora, sem instalar placas no telhado.

2. Em quanto tempo um hotel recupera o investimento em eficiência energética?

Depende da medida. A troca por LED e a automação básica costumam se pagar em 1 a 2 anos. Projetos maiores, como a substituição da climatização ou o aquecimento solar, levam de 2 a 4 anos.

O prazo muda conforme o porte do hotel e a idade da infraestrutura. Uma análise das contas de luz ajuda a estimar o retorno com mais segurança.

3. Todo hotel pode migrar para o Mercado Livre de Energia?

Não. Desde 2024, podem migrar todos os consumidores em média e alta tensão (Grupo A), o que inclui a maior parte dos hotéis de médio e grande porte. Quem tem demanda abaixo de 500 kW precisa ser representado por uma comercializadora varejista.

Pousadas e hotéis pequenos em baixa tensão ainda não podem migrar. A abertura para comércios em baixa tensão está prevista em lei para o fim de 2027, mas depende de regulamentação. Enquanto isso, é possível economizar com a assinatura solar.

Para entender melhor a diferença entre mercado cativo e livre, vale consultar conteúdo especializado.

4. A energia renovável melhora a imagem do hotel para o hóspede?

Sim. Pesquisas recentes indicam que cerca de 67% dos turistas brasileiros consideram a sustentabilidade na hora de reservar.

Operadoras e OTAs também dão destaque a empreendimentos com práticas ambientais claras, o que pode ajudar na ocupação.

5. Como a Sua Luz atende hotéis e pousadas?

Nós da Luz trabalhamos com dois modelos. Para pousadas e hotéis em baixa tensão, oferecemos a assinatura de energia solar, com contratação digital e sem obra, nas áreas de distribuidoras em que o serviço está disponível.

Para hotéis em média e alta tensão, atuamos como comercializadora no Mercado Livre de Energia, com contratos de Preço Fixo ou Desconto Garantido. Fale com a gente e descubra qual modelo se encaixa no seu hotel.

Foto de Redação Luz

Redação Luz

A Redação Luz é a voz da primeira energytech 100% digital do Brasil. Nosso time de especialistas produz conteúdos focados em transformar a sua relação com a energia, entregando informação com a mesma transparência e segurança da nossa tecnologia. Aqui, unimos dados, inovação e sustentabilidade para trazer dicas práticas de economia e previsibilidade, para sua casa ou empresa, empoderando você com a liberdade de escolha para assumir o controle total do seu consumo. Afinal, a nova energia do Brasil é digital e simples.

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